
Um padre me pediu para manipular uma imagem… e eu fiz
Trabalhava em uma revista cristã, não vou dizer o nome, mas era em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, editada pela Editora Pallotti. Na realidade foi uma meia mentira, eu acho, uma comunidade, que nem vou lembrar o nome, jurava que havia visto um disco voador, um OVNI, a cidade inteira afirmava ter avistado um disco voador sobrevoando a região, mas ninguém havia fotografado, na época não existiam celulares e nem câmaras de monitoramento e os padres, editores da revista acreditaram nos habitantes da cidade e resolveram publicar a matéria, mas precisavam uma imagem para ilustrar, então sobrou pra quem? Eu, lógico, era o ilustrador da revista (tinha só 20 anos na época). Feito o pedido inusitado pelo padre editor, arrumei a solução. Pedi uma foto bem grande (porque depois na redução os defeitos sumiriam) de uma cidade com bastante nuvens no céu. Assim eu poderia pintar um “charuto” (na época os OVNIs eram vistos como charutos enormes cruzando os céus), com a foto peguei minhas tintas guaches e comecei a pintar o charuto, esfumando daqui, deixando sombras ali, até uma sombra eu fiz em uma nuvem abaixo do meu óvni, era o precursor do Photoshop que eu nem sonharia que viria existir… e minha primeira manipulação foi publicada e um estado inteiro teve a certeza que um OVNI sobrevoou os céus do nosso estado, afinal, uma revista cristã não mente jamais.
Se sinto culpa da minha primeira manipulação? Acho que não, se um padre pede pra gente pecar, acho que é um pecado mínimo que não vai evitar minha entrada no céu, se o céu existir e se o padre vai pro céu? Bom, isso que ele se entenda com seus superiores.
Tenho muitas histórias de coisas aleatórias em minha vida que envolvem artes gráficas, se curtem é só dizer nos comentários que publico mais.
Eu adorei conhecer os fatos por traz dessa história que com certeza ainda é contada em algum canto. Estou curiosa pelas próximas.
Hahahaha! Essa foi minha única mentira em minha vida Nai, com essa agora, a segunda. Mas tem mais histórias curiosas adiante. Obrigado pela mensagem 🙂